5 Motivos para não escrever “VPM” (vide prescrição)… #4 é o pior!

5 Motivos para não escrever “VPM” (vide prescrição)… #4 é o pior!

O uso do termo VPM: Vide Prescrição Médica é muito comum entre os médicos e pode trazer riscos enormes para sua profissão. Hoje, eu me deparei com uma situação bastante comum entre os médicos: o uso do termo VPM: Vide Prescrição Médica. Prescrevi a Medicação X para o paciente e ele afirmou que NÃO, que eu não havia prescrito…

Conversando com um colega, ele me relatou o mesmo problema. O paciente não estava usando a Medicação Y que o colega afirmava (pois lembrava) que sim, havia prescrito a Medicação X… e a discussão se prolongou. Checando o prontuário, o médico percebeu que ele só havia escrito o termo VPM: Vide prescrição médica. Ao pedir a receita para o paciente, o mesmo disse que ela havia sumido.

 

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E então, prescreveu, ou não?

problema soluçãoEssa situação não é rara. É muito frequente em Hospitais, Pronto atendimento e até mesmo no consultório a utilização do Termo VPM. Seja por pressa, por preguiça, por descaso, por descuido ou outro motivo, é um hábito extremamente frequente no consultório. Entretanto, o médico está colocando em riscos éticos e profissionais terríveis.

 

#1: Pode ser que você NÃO POSSA ver a Prescrição Médica:

Isso mesmo. Se você atende em um ambulatório, entrega a prescrição para o paciente (que vai embora com ela), como você vai poder VPM (ver a prescrição médica)? Pode parecer óbvio, mas esse termo de uso hospitalar costuma acompanhar médicos em seus consultórios, com claro prejuízo para eles.

 

#2: Você perde a continuidade do tratamento:

Não confie em sua memória, afinal, o prontuário médico é exatamente para isso. Para lembrar-lhe da conduta que você tomou. Não adianta lembrar-se de que prescreveu a medicação, pois diante da quantidade de pacientes que atendemos, há um risco enorme de nos esquecermos, mesmo que o paciente tenha que voltar na semana que vem. E pior, o prontuário fica incompleto.

 

#3: Você NÃO PODE confiar no paciente:

Definitivamente, você não pode confiar que o paciente vai manter a prescrição que você fez para sempre. Os pacientes somem as prescrições, deixam cair café sobre elas, permitem que seus filhos rabisquem-na, etc… É você (médico) que precisa tomar conta desta informação e mantê-la sob sua guarda. Na verdade, a prescrição que você entrega ao paciente é apenas uma cópia (uma parte) da conduta que você escolheu para ele. A informação original deve estar bem escrita no prontuário.

 

#4: Você corre riscos éticos e profissionais:

Agora, imagine uma situação mais constrangedora. Você faz um ótimo diagnóstico, toma uma excelente conduta e faz a melhor prescrição do mundo. Entrega a receita ao paciente e escreve no prontuário “VPM: Vide Prescrição Médica”.

O paciente sai do seu consultório, não compra a medicação, não segue as orientações e sofre uma consequência natural da doença não tratada adequadamente. E por fim, ele falece.

Seus familiares entram na justiça contra você alegando que você não tratou o paciente corretamente. A sua prova será o prontuário… e para nossa surpresa (quase certeza), o que o Juiz e a Justiça irão encontrar é o termo “VPM”. Enfim, o prontuário está incompleto e você, sob sérios riscos éticos e profissionais.

 

#5: É muito fácil mudar:

É fato que o médico NÃO DEVE escrever VPM no prontuário médico, mas quando a prescrição médica é longa, o médico costuma ficar com preguiça de escrever todas as medicações. Daí, surgem duas possibilidades:

  • Tirar uma cópia da prescrição e anexar no prontuário. Ou fazer a prescrição usando o carbono e arquivar a cópia carbonada (ainda sob risco do carbono desaparecer do papel).
  • Usar um sistema informatizado que ANOTE AUTOMATICAMENTE as medicações que você prescreveu.

 

Também não quero perder tempo digitando…

É verdade, se você utilizar a segunda opção descrita acima, você terá que prestar atenção no sistema de prontuário eletrônico que você escolhe. Pois muitos deles são apenas uma versão informatizada do papel. Você precisará escrever (no caso, digitar) duas vezes: na receita/prescrição e no prontuário.

O ideal é que seja automático:

Em um sistema de Prontuário Eletrônico ideal, a tarefa de REESCREVER/REDIGITAR deve ficar por conta da informática e da automação. De nada adianta você ter que escrever novamente a prescrição. É fundamental que todos os medicamentos que você prescreveu sejam AUTOMATICAMENTE inseridos no prontuário médico, sem qualquer trabalho adicional da sua parte.

 

Veja um exemplo:

vpm2

 

Na foto acima, o paciente negou que eu havia prescrito a medicação para Diabetes: Jalra Met 50+850mg. Observe no destaque em vermelho que a prova da prescrição está registrada. Diferente se eu tivesse escrito VPM.

VPM3

 

Na foto acima, uma descrição mais detalhada das medicações prescritas, o modo de uso e (em verde) a data em que elas foram prescritas. O interessante é que toda esta informação é automática, incluída automaticamente no relatório de consulta (veja abaixo).

 

VPM - relatório

 

Veja que a informatização da sua prescrição e do seu receituário podem se tornar uma arma poderosa para reduzir o tempo gasto durante o atendimento médico ao paciente, reduzindo o tempo com a burocracia e aumentando o tempo para ser investido na relação médico-paciente.

 

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E então, o quê achou?

Deixe a sua opinião sobre este artigo, e sob a forma como você faz as suas prescrições. Você utiliza o VPM? Acha correto? Conhece colegas que utilizam?

Enriqueça este post com seus comentários.

Dr. Leonardo Alves
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Dr. Leonardo Alves

Médico, Cardiologista, Estudioso de SUS e Informática médica.
CEO/Diretor da empresa MeuProntuário.net.
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