PMAQ – Produção Geral

O quinto bloco de Indicadores é o PMAQ – Produção Geral. Nesse grupo, há 12 indicadores de saúde que devem ser analisados com cuidado pela Equipe de Saúde para prestar um melhor monitoramento da produção nas UBS. Confira como o seu município deve analisar cada um desses gráficos e indicadores.

PMAQ – Tudo Sobre PMAQ – Seus Indicadores PMAQ – Como Implantar PMAQ – Em sua Cidade 

 

Como Ler Essa Série de Artigos:

Nesta série de Artigos, você verá como analisar o PMAQ de forma inteligente, utilizando Gráficos de Avaliação diretamente na tela do seu computador e verá como implantar todos esses Gráficos em sua cidade em até 7 dias. Clique em um dos links abaixo para conhecer cada um dos indicadores.

  1. O quê é o PMAQ – Guia Completo.
  2. O quê ganho com o PMAQ?
  3. Área: Saúde da Mulher
  4. Área: Saúde da Criança
  5. Área: Controle de Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial Sistêmica
  6. Área: Saúde Bucal
  7. Área: Produção Geral [Você está aqui]
  8. Área: Vigilância – Tuberculose e Hanseníase
  9. Área: Saúde Mental
  10. Avaliando o PMAQ por Microárea – Separando o “Joio do Trigo”
  11. Indicadores do PMAQ – Como Implantar em 7 dias

 

5.1 PMAQ – Média de consultas médicas por habitante:

Conceito: este indicador reflete a média de consultas médicas realizadas por residente cadastrado da área de abrangência da equipe em determinado período e fornece uma estimativa da suficiência da oferta total de consultas médicas diante da demanda potencial da população
cadastrada.

A oferta de consultas médicas reflete a capacidade da rede básica em prestar assistência médica individual à população cadastrada.
As consultas médicas consideradas no cálculo desse indicador se referem não só às consultas médicas de cuidado continuado, como também aos atendimentos médicos à demanda agendada e imediata (de urgência).

Esse indicador contribui para avaliar a adequação do volume da produção de consultas médicas em relação às necessidades da população.
Resultados insatisfatórios nesse indicador deve ser alvo do apoio institucional às equipes, promovendo uma autoanálise sobre a adequação do modelo ofertado e o risco de comprometimento da sua resolubilidade sobre as necessidades de saúde da população.

Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Avaliação de Desempenho

Periodicidade: Mensal

 

5.2 PMAQ – Proporção de consultas médicas para cuidado continuado/programado:

Conceito: este indicador reflete a proporção de consultas médicas de cuidado continuado realizadas pela equipe de atenção básica em relação ao total de consultas médicas básicas.

As consultas de cuidado continuado/programado constituem ações programáticas individuais, direcionadas para os ciclos de vida, doenças e agravos prioritários e que necessitam de um acompanhamento contínuo.

As ações programáticas direcionadas para o acompanhamento dos ciclos de vida têm como principais objetivos:

  1. a identificação precoce de alterações que venham a comprometer o desenvolvimento normal e a qualidade de vida;
  2. a prevenção de agravos;
  3. o estímulo à adoção de hábitos que protejam a saúde e promovam o bem estar;
  4. O controle de doenças crônicas, de cuidado continuado e tratamento prolongado.

São exemplos: ações de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança e do adolescente; atenção  pré-natal; acompanhamento da saúde do idoso; controle do diabetes e hipertensão; tratamento da tuberculose e hanseníase, asma e outras afecções respiratórias crônicas, doença falciforme, distúrbios psicossociais, entre outros.

O acompanhamento continuado constitui um dos principais atributos da atenção básica, promovendo o controle de situações de risco e complicações, a manutenção da saúde e a qualidade de vida da população da área adscrita. Portanto, uma equipe que apresente uma oferta desses procedimentos aquém do mínimo esperado pode estar desenvolvendo um modelo excessivamente centrado na demanda espontânea; por outro lado, a equipe que realize quase exclusivamente atendimento programático/continuado pode não estar aberta à demanda espontânea. Nos dois casos observa-se um desequilíbrio na integralidade do cuidado. Os resultados desse indicador devem ser comparados àqueles referentes à demanda agendada e imediata.

O objetivo desse indicador é verificar a participação das consultas médicas programáticas e de cuidado continuado na oferta geral desses procedimentos médicos, analisando sua suficiência em relação ao esperado e sua relação com a demanda espontânea, visando à integralidade do cuidado.

Essas informações devem subsidiar os processos de planejamento, gestão e avaliação das equipes e da rede básica como um todo.

Resultados insatisfatórios nesse indicador deve ser alvo do apoio institucional às equipes, promovendo uma autoanálise sobre a adequação do modelo ofertado e o risco de comprometimento da sua resolubilidade sobre as necessidades de saúde da população.

Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Avaliação de Desempenho

Periodicidade: Mensal

== GRÁFICO ==

 

5.3 Proporção de consultas médicas de demanda agendada:

Conceito: este indicador reflete a proporção de consultas médicas de demanda agendada realizadas nas unidades básicas de saúde em relação ao total de consultas médicas básicas.

A consulta médica de demanda agendada consiste no atendimento ao usuário que procura a unidade de saúde em demanda espontânea que não constitui urgência. Por meio do acolhimento e classificação de risco, verifica-se a data de agendamento do cuidado para o mais breve possível, de acordo com a gravidade do caso e a disponibilidade de atendimento. Portanto, o que caracteriza esse tipo de consulta não é o prazo de agendamento em si, mas a possibilidade de agendá-lo para uma data futura por não constituir uma urgência.

Recomenda-se que, caso não seja possível o atendimento no mesmo dia, o agendamento não deve ultrapassar 30 dias e o usuário deve sair da unidade com a data do atendimento e as devidas orientações de autocuidado.

O objetivo desse indicador é verificar a participação das consultas médicas de demanda agendada na oferta geral desses procedimentos médicos, analisando sua suficiência em relação ao esperado e sua relação com o atendimento continuado/programado, visando à  integralidade do cuidado.

A integralidade do cuidado define uma organização dos processos de trabalho de modo a atender as diferentes necessidades de saúde da população, não só para ações preventivas, como também para as queixas sobre doenças manifestas. Segundo Starfield (2002, p. 65), o acesso não pode estar condicionado ao “grau de necessidade” do usuário, “já que não se pode esperar que os indivíduos conheçam a gravidade ou urgência de muitos de seus problemas antes de buscarem atendimento”. Além disso, enquanto principal porta de entrada do sistema de saúde, a Atenção Básica não pode negar o atendimento à demanda espontânea, pois esse acolhimento é inclusive uma condição para o vínculo e para conquista da confiança da população. Uma equipe que apresente uma oferta de consultas de demanda espontânea aquém do mínimo esperado pode estar desenvolvendo um modelo excessivamente centrado nas ações preventivas e programáticas; por outro lado, a equipe que realize quase exclusivamente atendimento à demanda espontânea deve ter baixas coberturas das ações programáticas, o que sugere um modelo de pronto-atendimento, centrado na doença, e baixa conformidade com alguns atributos da Atenção Básica, como a longitudinalidade. Nos dois casos se observa um desequilíbrio na integralidade do cuidado. Os resultados desse indicador devem ser comparados àqueles referentes à demanda imediata / de urgência e aos cuidados continuados/programados.

Resultados insatisfatórios nesse indicador deve ser alvo do apoio institucional às equipes, promovendo uma autoanálise sobre a adequação do modelo ofertado e o risco de comprometimento da sua resolubilidade sobre as necessidades de saúde da população.

Essas informações devem subsidiar os processos de planejamento, gestão e avaliação das equipes e da rede básica como um todo. Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Avaliação de Desempenho

Periodicidade: mensal

=== GRÁFICO ===

 

5.4 Proporção de consulta médica de demanda imediata

Conceito: este indicador reflete a proporção de consultas médicas para o primeiro atendimento de imediata ou de urgência, em relação ao total de consultas médicas básicas.

Entende-se por demanda imediata/urgência aqueles agravos à saúde que apresentam risco de vida e, por isso, necessitam de assistência imediata para recuperação do estado de saúde ou estabilização/suporte de vida e encaminhamento a outro ponto da rede.

O objetivo desse indicador é analisar o quanto as equipes funcionam como porta de entrada para o primeiro atendimento às urgências e, em alguma medida, sua disposição de acolhimento às urgências básicas; deve-se monitorar tanto a suficiência dessa oferta em relação ao esperado, quanto a sua relação com os outros tipos de atendimento médico individual, visando à integralidade do cuidado.

Tanto a Política Nacional de Atenção Básica como a Política Nacional de Atenção às Urgências pretendem ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral os usuários em situação de urgência/emergência na Atenção Básica, de forma ágil e oportuna.

Essa demanda é influenciada em grande medida por fatores socioeconômicos, epidemiológicos, demográficos, infraestrutura da atenção básica e do sistema municipal de saúde, acesso a outros pontos da rede, etc.

Uma equipe que apresente uma oferta desses procedimentos aquém do mínimo esperado pode estar desenvolvendo um modelo restritivo à demanda espontânea, talvez pelas condições inadequadas de atendimento às urgências; por outro lado, a equipe que realize um número excessivo de atendimentos imediatos pode estar com baixas coberturas de ações programáticas.

Nos dois casos observa-se um desequilíbrio na integralidade do cuidado. Os resultados desse indicador devem ser comparados àqueles referentes à demanda agendada e aos cuidados continuados/programados.

Essas informações devem subsidiar os processos de planejamento, gestão e avaliação de cada equipe e da rede básica como um todo.

Resultados insatisfatórios nesse indicador deve ser alvo do apoio institucional às equipes, promovendo uma autoanálise sobre a adequação do modelo ofertado e comprometimento da resolubilidade da Atenção Básica, do vínculo e confiança da população.

Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Avaliação de Desempenho

Periodicidade: Mensal

=== GRÁFICO ===

 

5.5 Proporção de consultas médicas de urgência com observação:

Conceito: este indicador reflete a proporção de atendimentos de urgência com observação em relação ao total de consultas médicas básicas. Trata-se do atendimento médico de urgência em que o usuário fica em observação na unidade básica, com ou sem medicação, para recuperação do estado de saúde ou estabilização e encaminhamento a outro ponto da rede.

O objetivo desse indicador é analisar a capacidade das equipes para o primeiro atendimento às urgências em condições de observação para recuperação ou estabilização do estado de saúde dos pacientes. Também permite inferir a disposição de acolhimento às urgências básicas; deve-se monitorar tanto a suficiência dessa oferta em relação ao esperado, quanto a sua relação com os outros tipos de atendimento médico individual, visando à integralidade do cuidado.

Tanto a Política Nacional de Atenção Básica como a Política Nacional de Atenção às Urgências pretendem ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral os usuários em situação de urgência/emergência na Atenção Básica, de forma ágil e oportuna.

Essa demanda é influenciada em grande medida por fatores socioeconômicos, epidemiológicos, demográficos, infraestrutura da atenção básica e do sistema municipal de saúde, acesso a outros pontos da rede, etc.

A oferta insuficiente desses procedimentos, aquém do mínimo esperado, pode refletir condições inadequadas de atendimento às urgências com observação; por outro lado, a desproporção desses atendimentos pode estar relacionada com baixas coberturas de ações programáticas ou dificuldade de acesso a unidades especializadas de urgência e emergência.

Nos dois casos pode estar ocorrendo um desequilíbrio na integralidade do cuidado. Os resultados desse indicador devem ser comparados àqueles referentes aos outros atendimentos de demanda espontânea e aos de cuidados continuados/programados.

Essas informações devem subsidiar os processos de planejamento, gestão e avaliação de cada equipe e da rede básica como um todo.

Resultados insatisfatórios nesse indicador deve ser alvo do apoio institucional às equipes, promovendo uma autoanálise sobre a adequação do modelo ofertado, as condições para realizar esse tipo de atendimento e o comprometimento da resolubilidade da equipe, assim como do vínculo e confiança da população.

Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Avaliação de Desempenho

Periodicidade: Mensal

==== GRÁFICO ===

 

5.6 Proporção de encaminhamentos para atendimento de urgência e
emergência.

Conceito: este indicador reflete a proporção dos encaminhamentos para atendimento em serviços de urgência e emergência em relação ao total de consultas médicas básicas. Não devem ser registrados os casos de urgência atendidos na própria unidade ou no domicílio do paciente e  que não foram encaminhados para outros serviços.

Este indicador mede a relação entre número de encaminhamentos para atendimento de urgência e emergência e as consultas médicas básicas, com o objetivo de analisar a disposição de acolhimento e a capacidade de atendimento da equipe para as urgências. Proporções elevadas desses encaminhamentos podem sugerir baixa resolubilidade da equipe nos atendimentos de urgência.

Essas informações devem subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação de cada equipe e da rede básica como um todo.

Resultados insatisfatórios nesse indicador deve ser alvo do apoio institucional às equipes, promovendo uma autoanálise sobre a adequação do modelo ofertado, as condições para realizar esse tipo de atendimento e o comprometimento da resolubilidade da equipe, assim como do vínculo e confiança da população.

Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Avaliação de Desempenho

Periodicidade: Mensal

== GRÁFICO===

 

5.7 Média de atendimentos de urgência odontológica por habitante.

Conceito: este indicador reflete o número de encaminhamentos para atendimento especializado em relação ao total de consultas médicas básicas.

Para o cálculo deste indicador, consideram-se os atendimentos ou tratamentos em qualquer especialidade como fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e todas as especialidades médicas.

Este indicador mede a relação entre as consultas médicas e os encaminhamentos para atendimento especializado, tendo como objetivo avaliar a resolubilidade da consulta médica.

Esse indicador avalia, em alguma medida, se as queixas que levam os usuários à unidade não estão sendo solucionadas. O número elevado de encaminhamentos para especialidades pode estar ligado a condições inadequadas e baixa resolubilidade dos atendimentos.

Resultados insatisfatórios (número elevado de encaminhamentos) nesse indicador deve ser alvo do apoio institucional às equipes, promovendo uma autoanálise sobre a adequação do modelo ofertado, as condições para realizar esse tipo de atendimento e o comprometimento da resolubilidade da equipe, assim como do vínculo e confiança da população.

Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Monitoramento

Periodicidade: Mensal

==== GRÁFICO ===

 

5.8 Proporção de encaminhamentos para internação hospitalar:

Conceito: este indicador reflete a proporção dos encaminhamentos médicos para internação hospitalar em relação ao total de consultas médicas básicas.

Uma proporção de internações hospitalares além do esperado pode refletir condições inadequadas de atendimento e até problemas no cuidado continuado que comprometam a resolubilidade da equipe no sentido de evitar internações por condições sensíveis à atenção básica.

Resultados insatisfatórios nesse indicador (muitos encaminhamentos para internação) devem ser alvo do apoio institucional, promovendo uma autoanálise sobre a adequação do modelo ofertado e o comprometimento da resolubilidade da equipe, assim como do vínculo e confiança da população.

Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Monitoramento

Periodicidade: Mensal

==== GRÁFICO ===

 

5.9 Média de exames solicitados por consulta médica básica:

Conceito: este indicador reflete o número médio de exames solicitados por consulta médica básica.

Para o cálculo desse indicador consideram-se os exames de patologia clínica, radiodiagnóstico, citopalógico cervico-vaginal, ultrassonografia obstétrica, entre outros.

Esse indicador mede a relação entre número de exames complementares solicitados e as consultas médicas básicas.

A solicitação de exame é influenciada por fatores ligados a organização do sistema de saúde, características do médico e do paciente (sexo, idade, patologia, etc). A solicitação exagerada de exames complementares tem vários efeitos negativos, como exemplo, podemos citar: aumento do custo financeiro para o sistema público de saúde; demanda excessiva nos laboratórios e outros serviços de apoio diagnóstico; desvalorização do exame clínico; atraso no diagnóstico; diagnósticos equivocados (falso-negativos); sofrimento desnecessário do paciente
pela expectativa de um resultado ruim ou até falso-positivo.

Parâmetros assistenciais do Ministério da Saúde estimam que 30 a 50% das consultas ambulatoriais podem gerar pedidos de exames de laboratório. Dados nacionais do S I A – SUS mostram que, no Brasil, 52% a 76% das consultas culminam no pedido de exames. O número de
exames por requisição tem sido, em média, de 4,4.

Esse indicador permite verificar, em alguma medida, a racionalidade das solicitações de exames pelo médico durante a consulta, isto é, se a quantidade de exames solicitados está de acordo com os protocolos clínicos estabelecidos.

Resultados insatisfatórios (solicitação de grande quantidade de exames) nesse indicador devem ser alvo do apoio institucional, promovendo uma autoanálise sobre a adequação do modelo ofertado.

Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Monitoramento

Periodicidade: Mensal

 

5.10 Média de atendimentos de enfermeiro:

Conceito: este indicador reflete o número de atendimentos de enfermeiro realizado em relação ao número total de pessoas cadastradas pela equipe de saúde da área adscrita.

Este indicador mede a relação entre os atendimentos de enfermeiro e a população cadastrada pela equipe de saúde da área adscrita.
A integralidade do cuidado do enfermeiro define a organização do seu processo de trabalho de modo a atender as diferentes necessidades de saúde da população, tanto para a demanda programada, como também para a demanda espontânea, referente a doenças prevalentes e, particularmente, com condutas de enfermagem definidas em protocolos de atenção.

O atendimento de enfermeiro faz parte das ações programáticas individuais, direcionadas para os ciclos de vida, doenças e agravos prioritários e que necessitam de um acompanhamento contínuo. São exemplos: ações de crescimento e desenvolvimento da criança e do adolescente, atenção pré-natal, prevenção de câncer cérvico – uterino (Papanicolau), acompanhamento da saúde do idoso; entre outros e dentre as doenças que necessitam de cuidado continuado, podemos citar: asma e outras afecções respiratórias crônicas, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, tuberculose, hanseníase, doença falciforme, distúrbios psicossociais, dentre outras.

O objetivo desse indicador é contribuir para avaliar a adequação da produção de atendimentos de enfermeiro em relação às necessidades da população, analisando sua suficiência em relação ao esperado.

Essas informações devem subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação das equipes e da rede básica como um todo.

Resultados insatisfatórios nesse indicador deve ser alvo do apoio institucional às equipes, promovendo uma autoanálise sobre a adequação do modelo ofertado e o risco de comprometimento da sua resolubilidade sobre as necessidades de saúde da população.

Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Monitoramento

Periodicidade: Mensal

 

5.11 Média de visitas domiciliares realizadas pelo Agente Comunitário de
Saúde (ACS) por família cadastrada:

Conceito: proporção de visitas domiciliares realizadas pelo Agente Comunitário de Saúde (ACS) em relação ao número total de famílias cadastradas.

As visitas domiciliares realizadas pelos ACS constituem ações programáticas, direcionadas para os ciclos de vida, doenças e agravos prioritários e que necessitam de um acompanhamento contínuo.

O objetivo desse indicador é verificar a produção de visitas domiciliares realizadas pelos agentes comunitários de saúde às famílias da área adscrita, analisando sua suficiência em relação ao esperado. Essas visitas são essenciais tanto para a manutenção do cadastro atualizado como para acompanhamento das famílias, particularmente daquelas mais vulneráveis e/ou com membros em condição de acompanhamento prioritário: gestantes, crianças, hipertensos, diabéticos, hipertensos, etc.

A frequência com que o serviço de saúde se faz presente na residência das pessoas, embora não parametrizada em termos ideais, está relacionada à incorporação de hábitos saudáveis e indica tendência de mudança de modelo assistencial num enfoque de promoção da
saúde.

Essas informações devem subsidiar os processos de planejamento, gestão e avaliação das equipes e da rede básica como um todo.

Resultados insatisfatórios nesse indicador deve ser alvo do apoio institucional às equipes, promovendo uma autoanálise sobre a adequação do modelo ofertado e o risco de comprometimento da sua resolubilidade sobre as necessidades de saúde da população.

Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Monitoramento

 

5.12 Proporção de acompanhamento das condicionalidades de saúde pelas
famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família

Conceito: percentual de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família acompanhadas pela Atenção Básica em determinado espaço geográfico, no período considerado.

Mede a proporção de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família cadastradas e que foram acompanhadas para as condicionalidades de saúde pela atenção básica.

As condicionalidades de saúde compreendem a vacinação e o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de crianças menores de 7 anos de idade e o pré-natal para gestantes.

A falta de acompanhamento das condicionalidades pode ter repercussão sobre o recebimento do benefício pelas famílias, assim como percentuais municipais de acompanhamento de famílias inferiores a 20% repercutem no recebimento dos recursos do Índice de Gestão Descentralizada- IGD pelo município.

Função do Indicador no PMAQ – Produção Geral: Monitoramento

Periodicidade: Mensal

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