Atenção básica: solução de 85% dos problemas do SUS.

Atenção básica: solução de 85% dos problemas do SUS.

Você sabia que 85% das necessidades de saúde da sua população poderiam ser resolvidos na Atenção Básica? Há vários estudos que confirmam esta afirmação. O problema é que já existe um histórico de distorções que você, novo secretário de saúde sofrerá para resolver. Você acha que 85% é um número grande demais? Veja como chegaram nesse número e como não perder uma excelente oportunidade de melhorar sua gestão.

 

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O quê é Atenção Básica, no SUS?

Em nosso primeiro Infográfico, fizemos uma divisão didática dos departamentos funcionais da saúde do seu município (clique aqui e veja) e a Atenção Básica era um deles – aliás, um dos mais importantes. 

A Atenção Básica é um dos Níveis de Atenção do SUS que tem como principal estratégia, a Saúde da População (não do indivíduo, em si), como discutimos nesse post. Ela é a Porta de Entrada do cidadão no SUS e o local responsável por organizar o cuidado com a saúde dos indivíduos, família e da população, ao longo do tempo.

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85% dos Problemas de saúde, resolvidos na Atenção Básica.Atenção básica: solução de 85% dos problemas do SUS.

E foi uma estudiosa chamada Bárbara Starfield, em 1994 (foto) que percebeu que 85% dos problemas de saúde da população poderiam ser resolvidos ao nível da Atenção Primária/básica. Ela conseguiu este feito: com uma ação coordenada, realizando serviços preventivos, curativos, reabilitadores e de promoção da Saúde enfim, trabalhando em equipe, e formando uma rede de atenção e cuidado, isso lá em 1994, com muito menos tecnologia do que temos hoje. Mostraremos como executar estas ações na sua cidade.

 

Mas voltemos ao famoso número 85% (oitenta e cinco porcento)! O quê ele, realmente significa, na prática? Para apresentar o número de forma mais fácil, imaginemos uma cidade de 10mil habitantes em que todos os seus cidadãos se dividissem ao longo de um ano para realizarem consultas e necessitassem cuidados quer seriam prestados por sua equipe. A Dourtora Starfield observou que 75 a 85% dos problemas poderiam ser resolvidos na Atenção básica. 

 

  1. Ou seja, precisaríamos realizar 7500 a 8500 procedimentos (Consulta médica em Atenção Básica e/ou Consulta de profissional de nível superior, não médico);
  2. Entre 1000 a 1200 consultas seriam Consultas e Procedimentos de Média complexidade e;
  3. Que entre 500 a 1000 atendimentos exigiriam serviços especializados de Média complexidade e hospitalares.

 

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Baseado nesta afirmação (teoricamente, na sua cidade), você:

  1. Teria cerca de 41 a 82 pacientes internados (resultado da divisão de 500 ou 1000 por 12 meses..
  2. Necessitaria de 82 a 100 atendimentos de especialistas e exames complementares por mês.
  3. E a grande maioria: 625 a 710 atendimentos seriam resolvidos nos postos de Saúde sem precisar pedir nenhum exame!

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Agora, eu gostaria de lhe fazer uma pergunta:

Como está a distribuição de atendimentos na sua cidade? A maioria deles está sendo feito na Atenção Básica, Secundária ou Terciária? Você já se fez esta pergunta? Ainda não? É bom fazê-la, pois esse costuma ser o principal problema das cidades. Quê tal perguntar para o responsável pela digitação do Boletim de Produção Ambulatorial da sua cidade, talvez ele possa lhe responder; pergunte também para o Coordenador da Enfermagem, que habitualmente é o seu braço direito no cuidado com a Atenção Básica.

 

Você nunca saberá se precisa melhorar se não fizer algumas perguntas críticas e pontuais; e correrá o risco de entrar e sair do cargo de Secretário de Saúde sem conhecer a real situação de saúde da sua cidade. Fica a dica, não esqueça de perguntar para eles.

 

Introduzindo o pensamento estratégico

Percebeu o quanto é importante fazermos perguntas? O Gestor (mesmo o novato) que atua com pensamento estratégico executa 5 ações fundamentais em seu raciocínio, e que foram conceituados nesse artigo (clique aqui):

  1. Ele conhece a sua Meta;
  2. Ele detecta o Problema;
  3. Detecta as Causas do problema;
  4. Desenvolve soluções e Ações Corretivas para correção das causas;
  5. Avalia e controla os resultados.

Pelo que posso imaginar, o seu primeiro problema é: Não saber quais são os Problemas de Saúde da sua população. Se suas ações forem conduzidas por uma Gestão Estratégia, você terá melhores resultados? Em nosso artigo [Infográfico] sobre os departamentos Funcionais da Secretaria de Saúde você poderá ter uma noção inicial (não deixe de lê-lo), pois iniciaremos nosso Gerenciamento Estratégico pelo primeiro dos Departamentos: A Atenção Básica.

 

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Uma cidade virtual, com informações em tempo real

Quê tal avaliar a saúde da população de uma cidade virtual, em um ambiente simulado? Você terá respostas exatas para algumas questões importantes do processo de Gerir uma Saúde – igual a um simulador de voo, para treinamento de pilotos, Você descobrirá grandes Problemas, o primeiro passo para promover mudanças. Clique aqui (em breve).

 

E então, o quê achou?

Deixe sua opinião nos comentários; acrescente informações nesse post, baseado na sua experiência no SUS. Participe.

 

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  • luciano picolo

    estou gostando muito dos artigos. o meu problema é ainda de lidar com os médicos, no inicio dos contratos de trabalho eles ainda são colaborativos , mas acabam apresentando os velhos problemas de egocentrismo arrogância , problemas pessoais e por ai a fora qual seria a solução ?

    • Leonardo Alves

      Luciano Pícolo, obrigado pelo comentário.
      A equipe (todos) precisam cooperar e serem parceiros.
      Infelizmente, posicionamento de arrogância é muito ruim.

      A solução?
      Conversa, parceria, discutir (no bom sentido do termo) e serem parceiros.

      Abraços.

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